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3 Mulheres que mudaram o mundo da moda!

Algumas das grandes conquistas das mulheres e do feminismo foram no mundo da moda, como, por exemplo, o direito de usar calças ou até mesmo usar saias mais curtas e roupas consideradas mais “reveladoras”.

Assim como as importantes mulheres do mundo contemporâneo, aquelas que lutaram por tais direitos marcaram para sempre como a nossa sociedade viu, vê e ainda verá a maneira em que nós nos vestimos. Muito além de roupas, a moda se tornou uma forma de mostrar nossa personalidade e uma forma que muitas encontraram para protestar.

Confira abaixo três mulheres que mudaram o mundo da moda:

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03. Gabrielle Chanel

Gabrielle Bonheur Chanel nasceu no dia 19 de Agosto de 1883 na pacata vila de Saumur, localizada no interior da França. Filha de Eugénie Jeanne Devolle, uma lavadeira que era solteira quando ela nasceu, e a segunda filha de  Albert Chanel, um vendedor de rua, que comercializava roupas de trabalho e roupas íntimas, Gabrielle ficou órfã de mãe quando tinha apenas 12 anos, vítima de tuberculose.

Quando tinha apenas 13 anos de idade, seu pai resolveu colocá-la junto a sua irmã em um internato católico para moças na cidade de Abauzine, onde ficou até completar 18 anos de idade. Por mais que pudesse permanecer na cidade, decidiu se mudar para uma pensão jovens católicas localizada na cidade de Moulins.

Na pensão, Gabrielle se aperfeiçoou como costureira, além de reencontrar sua tia, Adrienne, irmã mais nova de sua mãe. Em 1903, a dupla foi considerada apta com agulha e linha e foram mandadas para a Maison Grampayre, um ateliê de costura especializado na confecção de enxovais. Quatro anos mais tarde, por volta de 1907, muito cortejada, Chanel começou a fazer suas primeiras aparições no La Rotonde, um “café-concerto” frequentado por oficiais de um regimento de cavalaria estacionado em Moulins. Lá, ela se apresentava como cantora, cantando a música “Qui qu’a vu Coco dans l’Trocadéro”, surgindo assim seu apelido, Coco.

Coco Chanel. (Foto: Reprodução/Vogue Brasil)
Coco Chanel. (Foto: Reprodução/Vogue Brasil)

Foi através de seu primeiro namorado, Etienne Balsan (que conheceu no café e a inseriu na alta sociedade de Paris), que Gabrielle conheceu o grande amor de sua vida, Arthur Capel, que foi o responsável em ajudá-la à sair do ateliê e abrir sua primeira lojas de chapéus em 1910.

O caminho para o sucesso não foi fácil. Chanel teve de enfrentar a sociedade machista do século XX, e uma mentalidade onde as mulheres não tinham muito espaço na sociedade. No começo de sua carreira na moda, vendia elegantes chapéus femininos e acessórios. A loja era localizada na região da Balsan, ponto de encontro de burgueses e políticos franceses, o que deu grande vantagem e oportunidade para Gabrielle vender seus sofisticados chapéus.

Com um estilo simples, sem adorno e flores, seus chapéus conquistaram as damas parisienses que frequentavam o jóquei clube da cidade. Chanel gostava de ousar em seus trajes, misturando peças femininas e masculinas, o que incomodava os homens da sociedade (e fato que a incentivou a se dedicar à costura). Arthur viu em Coco uma futura mulher de negócios, e a ajudou a comprar um imóvel no prestigiado endereço 21 Rue Cambon.

Coco Chanel. (Foto: Reprodução/Pajaris)
Coco Chanel. (Foto: Reprodução/Pajaris)

Suas peças com corte simples encantaram as mulheres, e, em 1913 (antes da Primeira Guerra Mundial) inaugurou duas boutiques simultaneamente em Deauville e em Paris. Nesta época, a estilista começou a confeccionar roupas esportivas femininas como, por exemplo, blusas com golas rolês, que tinham inspiração nos marinheiros e eram feitas de malha e tricô.

Dois anos mais tarde, em 1915, abriu seu primeiro ateliê de Alta Costura, e, em 1918, se fixou definitivamente no número 31 da Rue Cambon, onde a loja está até hoje. Coco revolucionou o mundo da moda do Século XX ao libertar as mulheres de faixas e corpetes apertados em saias de babados, fazendo com que elas se sentissem poderosas e livres usando roupas mais simples e práticas.

Ao decorrer das décadas, a estilista francesa foi responsável por inúmeros modelos de vestuário que são icônicos até hoje, como peças em jérsei, cardigãs, tailleurs em tweed, saias plissadas, vestidos em cortes retos em sem mangas, e, é claro, o famoso vestido pretinho básico. Além de revolucionar o mundo dos acessórios com a sofisticada bolsa flap com alças, que deixava os braços das mulheres livres.

Estilista Coco Chanel. (Foto: Reprodução/Glamurama)
Estilista Coco Chanel. (Foto: Reprodução/Glamurama)

Com um estilo chique e minimalista, Chanel foi pioneira e visionária em diversos aspectos da moda feminina e suas criações foram inovadoras e se tornaram peças clássicas nos dias de hoje.

02. Diane Von Furstenberg

Diane Simone Michelle Halfin nasceu no dia 31 de dezembro de 1946 na cidade de Bruxelas, sua família de classe média-alta era judia e sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz. Antes de se tornar estilista, Diane foi princesa, quando casou-se com o príncipe Egon von Furstenberg, descendente de uma família alemã, aos 18 anos.

Em 1969, mudou-se para Nova Iorque com o marido, fato que mudou sua vida para sempre. Apesar de ser de uma classe alta e não ter necessidade de trabalhar, Diane desenhou uma coleção de vestido de jersey por hobby no ano de 1972 e seu talento foi elogiado pela lendária editora da Vogue, Diana Vreeland.

No ano seguinte, ao criar o icônico Wrap Dress (vestido envelope em tradução livre), que era confeccionado em jersey de algodão, cruzado na altura dos seios e fechado por um laço na cintura. O modelo rapidamente se tornou um sucesso entre as mulheres americanas, sendo usado desde mães de classe média à atrizes de Hollywood.

Foto: Reprodução/Instagram @therealdvf.
Foto: Reprodução/Instagram @therealdvf.

Diane era tão bem sucedida, que no ano de 1976, vendia 25 mil peças por semana. Seu slogan “Sinta-se como uma mulher, vista-se como uma mulher” se tornou referência de sua marca (que tinha como nome suas iniciais, DVF) e o wrap dress o must-have da temporada.

Apesar de ter tido um sucesso estrondoso nos anos 70, Diane deu uma pausa na carreira e mudou-se para Paris em 1985, onde trabalhou como editora. A estilista belga então retornou para os Estados Unidos onde fez sucesso com vendas pela televisão da linha de roupas Silk Assets no ano de 1992. Foi apenas no ano de 1997 que Diane voltou com sua marca (agora batizada com suas iniciais, DVF) e continua até hoje a ter grande êxito globalmente.

A estilista possui um estilo democrático e feminino, que valoriza todos os tipos de silhuetas, transmitindo feminilidade e sensualidade em suas peças.

Diane Von Furstenberg.
Diane Von Furstenberg.

01. Audrey Hepburn

Audrey Kathleen Hepburn-Ruston, popularmente conhecida como Audrey Hepburn,  nasceu no dia 4 de Maio de 1929 na comuna de Ixelled, Bruxelas, Bélgica. Teve uma infância protegida e privilegiada, viajando por diversos países por conta do trabalho de seu pai, o que fez com que aprendesse seis idiomas: neerlandês, inglês, alemão, francês, espanhol e italiano.

Após seu pai deixar a família repentinamente (que na época morava em Linkebeek, Bruxelas) em 1935, Audrey e sua mãe se mudaram para Kent, Inglaterra, onde foi educada em uma pequena escola privada em Elham. Em 1939, após a Grã-Bretanha declarar guerra contra a Alemanha, sua mãe a transferiu para Arnhem, Holanda, na esperança de que, tal-qualmente acontecera na Primeira Guerra Mundial, os Países Baixos continuassem neutros e fossem poupados de um ataque alemão.

Na cidade holandesa, a belga frequentou o Conservatório de Arnhem de 1939 a 1945, onde teve aulas de balé durante os últimos anos de internato, após isso, continuou treinando em Arnhem sob a tutela de Winja Marova, tornando-se sua “aluna estrela”. Com o final da guerra em 1945, Audrey se mudou com a mãe para Amsterdã, cidade que havia sido menos deteriorada e que sempre manteve-se como um destacado centro cultural.

Foto: Reprodução/Instagram @hepburnsmagic.
Foto: Reprodução/Instagram @hepburnsmagic.

Sua estreia no cinema aconteceu em 1948, quando interpretou uma aeromoça em “Dutch in Seven Lessons”, um filme de viagem educacional feito por Charles van der Linden e Henry Josephson. No mesmo ano, mudou-se para Londres com a mãe depois de ter ganho uma bolsa de estudos no Ballet Rambert. Ela sustentou-se com o trabalho a tempo parcial como modelo. Depois que Rambert lhe disse que, apesar de seu talento, sua estatura e constituição fraca (o resultado da desnutrição em tempo de guerra) tornariam inatingível o status de bailarina principal; Hepburn, portanto, decidiu concentrar-se em atuar.

Após pequenas participações em diversos filmes, Audrey estrelou na Broadway na peça “Gigi”, depois de ter sido descoberta pela romancista francesa Colette, em cujo trabalho o espetáculo foi baseado. O estrelato veio depois de ter interpretado o papel principal no longa “Férias em Roma” em 1953, o qual lhe rendeu inúmeros prêmios como o Oscar, Bafta e Globo de Ouro de Melhor Atriz, tornando-se a primeira atriz a vencer os prêmios supracitados em uma única performance.

Após isso, Audrey não parou de trabalhar e sua fama foi apenas aumentando, estrelou a peça “Ondine” e os filmes e seriados televisivos “Sabrina”, “Cinderela em Paris”, “Guerra e Paz”, “Histórias de uma Freira”, “My Fairy Lady”, entre muitos outros. Porém, o papel o qual ficou mundialmente conhecida foi o de Holly Golightly no clássico “Bonequinha de Luxo”.

Foto: Reprodução/Instagram @hepburnsmagic.
Foto: Reprodução/Instagram @hepburnsmagic.

Além de ser reconhecida por seu talento e por sua beleza clássica e angelical, Audrey ganhou grande destaque no mundo da moda por seu estilo simples, porém muito sofisticado. Ela se tornou musa e uma grande amiga do icônico estilista francês Hubert de Givenchy, fato que fez com que fosse referência e uma grande inspiração para milhares de mulheres até hoje.

Estas são apenas algumas das incríveis mulheres que mudaram o mundo da moda! Seja criando peças que revolucionaram o armário das mulheres ao redor o mundo, ou contribuições através de seus looks que inspiraram milhares de pessoas, seus legados continuam vivos até hoje.

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