Hoje é dia do Second Hand! Por que comemorar essa data?
Todo dia 25 de agosto o calendário reserva uma data que, na correria do consumo, ainda passa despercebida por boa parte do público: o Dia do Second Hand. Em 2026, porém, essa comemoração já não representa apenas um gesto simbólico de consumo consciente. Ela reflete uma mudança estrutural na forma como o brasileiro compra, veste e revende moda, incluindo moda de luxo.
O mercado second hand deixou de ser alternativa de nicho para se tornar um dos setores que mais cresce dentro do varejo de moda no país. E os números por trás dessa transformação ajudam a explicar por que vale a pena comemorar essa data, seja como comprador, seja como vendedor.
O mercado second hand no Brasil em números
O crescimento do setor não é percepção, é dado. O Brasil já reúne mais de 118 mil brechós ativos, um avanço de quase 31% em cinco anos, segundo levantamento do Sebrae. Só o estado de São Paulo concentra cerca de 7 mil lojas do segmento, e em 2025, por exemplo, o setor como um todo movimentou algo em torno de R$ 24 bilhões.
A projeção para os próximos anos é ainda mais expressiva. Um estudo do Boston Consulting Group estima que o mercado de moda circular brasileiro, que inclui brechós físicos e plataformas de revenda online, cresça entre 15% e 20% ao ano até 2030, ritmo suficiente para que o segmento ultrapasse o valor de mercado do fast fashion no país dentro da década. Uma pesquisa da mesma consultoria, em parceria outra plataforma de resale, mostrou que 56% dos brasileiros já compraram ou venderam ao menos um item usado, e que roupas seminovas já ocupam cerca de 12% do guarda-roupa médio do país.
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No universo do luxo especificamente, essa curva de crescimento se repete em escala global. O mercado internacional de revenda de peças de luxo segue expandindo ano após ano, puxado por bolsas de edição limitada, joias e relógios que, diferente de peças de moda comum, tendem a manter valor de revenda alto justamente pela escassez controlada pelas próprias marcas.
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Entrar para o mercado second hand, seja comprando ou vendendo peças, traz vantagens concretas tanto para o guarda-roupa quanto para o bolso. Comprar uma peça de segunda mão significa acessar grifes de prestígio por um valor abaixo do praticado no varejo tradicional, muitas vezes em modelos que já saíram de linha e não estão mais disponíveis novos em nenhum lugar do mundo.
Essa exclusividade é, aliás, um dos principais motivos por trás do crescimento do segmento entre consumidores mais jovens. Muitas pessoas escolhem se desfazer de bolsas, sapatos e acessórios de coleções limitadas e descontinuadas, o que transforma o guarda-roupa de quem compra second hand em algo verdadeiramente único, com peças difíceis de encontrar em qualquer prateleira de loja física.
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Quais são os benefícios para o planeta
O impacto ambiental por trás dessa escolha de consumo também tem números reais. O Brasil gera cerca de 170 mil toneladas de resíduos têxteis por ano, segundo dados do Sebrae e do relatório Fios da Moda, e apenas 20% desse volume é reciclado ou reaproveitado. O restante segue para descarte inadequado, um problema que o consumo second hand ajuda a reduzir de forma direta, ao estender a vida útil de peças que, de outra forma, poderiam ir parar no lixo.
É muito comum o sentimento de culpa quando uma peça de fast fashion fica parada meses no armário sem uso. Comprar second hand inverte essa lógica: em vez de estimular a produção de itens novos, que consome recursos naturais, energia e água na fabricação, o consumo circular aproveita o que já existe e ainda dá uma segunda vida a peças que continuam com valor e qualidade.
Mas, para que a moda realmente circule, o caminho também passa por desapegar do que não é mais usado. Passar adiante o que tem valor e está parado no armário não é apenas uma forma de lucrar com algo esquecido no closet, é dar a outra pessoa a chance de usar e valorizar essa peça.
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